Eu queria poder falar
a língua morta dos homens
a que se esconde por debaixo
da boca sorridente
Interpretar minúcias,
balbúrdias, falácias,
e pedir lento o que engole
as almas e os intestinos da gente
Eu queria ser dona do silêncio,
rainha do entardecer
navegante de todas as águas
senhora dos espaços vazios
Descamar as flores de cada palavra
Arrancar-lhes os dedos e tendões
de cada raiz então forte
Alcancar os vermes e o doente
Eu queria ver sem lupa
o horizonte gentil e fraco
de todos as almas
donas de rostos felizes
Acolher a lágrima que que cai leve
para secar antes do pranto
do desespero nu, das verdades
e dos medos por trás do crente
Eu queria um céu vazio e limpo
para rabiscar certezas incoerentes
e um espaço para escrever saudades
medo da morte, velhice, varizes
Ver o barulho despertar os cansados
ouvir verdades saltarem no caos
que se irrompe em ventos sutis e firmes
Buscar madrugadas no dia mais quente
Eu queria poder falar
a língua morta dos homens
a que se esconde por debaixo
da boca sorridente
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18 de abril de 2017
17 de abril de 2017
'OH' DE PRINCIPIANTE
Se é dia, ela dança escondida:
No escuro da vida é que se põe.
Fazendo em mim nascer a dúvida,
sacudindo o escuro mais bonito
O que é mais bonito que a lua?
me pergunto, orfã do relento
como que deixada em outra terra
por castigo ou por descuido
Ali encontro outro mundo
onde posso ser viajante
divagar no espaço e dimensão
conhecer de mim o mais profundo
Se desprego a atenção um instante
não sofro danos daquele ar vagante
Ela me espera sempre onde alcanço
Flutuando no galáctico manso
Ali encontro aconchego
ou me recolho em pranto;
e todas as perdidas canções,
ali eu encontro no encanto
Revirando os olhos e os dentes
numa boca sorridente, suspiro lento.
Admiro, desejo e balanço no céu,
luz minguante, boa nova, vida cheia
Quando olho para a noiva da noite
O tempo me pertence,
se me perco ela está lá
Atenta bailarina a me fitar
Drama à sério
Dela não sou vigilante,
sou pirata, sou poeta,
astronauta em alto mar, sou amante
Salto à alma, solto a cama,
quando a nuvem vai
e a noite vem sou prisioneira
do brilho a me açoitar
Com ela não sou gênero
não sou cor, não sou carne
Por causa dela não sou coisa
Nem sou gente
No escuro da vida é que se põe.
Fazendo em mim nascer a dúvida,
sacudindo o escuro mais bonito
O que é mais bonito que a lua?
me pergunto, orfã do relento
como que deixada em outra terra
por castigo ou por descuido
Ali encontro outro mundo
onde posso ser viajante
divagar no espaço e dimensão
conhecer de mim o mais profundo
Se desprego a atenção um instante
não sofro danos daquele ar vagante
Ela me espera sempre onde alcanço
Flutuando no galáctico manso
Ali encontro aconchego
ou me recolho em pranto;
e todas as perdidas canções,
ali eu encontro no encanto
Revirando os olhos e os dentes
numa boca sorridente, suspiro lento.
Admiro, desejo e balanço no céu,
luz minguante, boa nova, vida cheia
Quando olho para a noiva da noite
O tempo me pertence,
se me perco ela está lá
Atenta bailarina a me fitar
Drama à sério
Dela não sou vigilante,
sou pirata, sou poeta,
astronauta em alto mar, sou amante
Salto à alma, solto a cama,
quando a nuvem vai
e a noite vem sou prisioneira
do brilho a me açoitar
Com ela não sou gênero
não sou cor, não sou carne
Por causa dela não sou coisa
Nem sou gente
4 de novembro de 2016
BARULHOS DA GENTE
Quando fica silêncio
dentro da gente
a gente sente,
por mais que
a gente invente
E quando a gente sente
essa falta de barulho
embaralhando a mente
é como olhar pra frente
e não ver nada diferente
dentro da gente
a gente sente,
por mais que
a gente invente
E quando a gente sente
essa falta de barulho
embaralhando a mente
é como olhar pra frente
e não ver nada diferente
28 de outubro de 2016
TANTO
E ainda tenho tanta vida pela frente
que de vez em quando
ainda tenho um canto
um riso
um tanto
solto
Ainda que envolto
num pequeno pranto
Eu vôo em cada canto
Do meu próprio invento
que me espanto
que de vez em quando
ainda tenho um canto
um riso
um tanto
solto
Ainda que envolto
num pequeno pranto
Eu vôo em cada canto
Do meu próprio invento
que me espanto
DESVIOS
Quando fica silêncio dentro da gente
assombrando até paredes, esfriando o que é quente
a gente sente, por mais que a gente invente
E quando é intermitente essa falta de barulho
embaralhando a mente, é como olhar pra frente
e não ver nada que sustente
Este é o jogo, estas são as cartas. Não se pode mais blefar:
"Dedique-se à farsa, adote um papel ou seja indiferente".
Estas leis não hesitam em voltar, por mais que a gente tente
Mas quando a gente pensa, vê que esse obscuro permanente
é tudo aquilo de sonho que desde sempre a gente mente
achando que um dia vai ser crente,
de que tudo que é latente, dos outros ou da gente
não importa quanto vente ou qual se deixe
tudo vive e morre com a gente
assombrando até paredes, esfriando o que é quente
a gente sente, por mais que a gente invente
E quando é intermitente essa falta de barulho
embaralhando a mente, é como olhar pra frente
e não ver nada que sustente
Este é o jogo, estas são as cartas. Não se pode mais blefar:
"Dedique-se à farsa, adote um papel ou seja indiferente".
Estas leis não hesitam em voltar, por mais que a gente tente
Mas quando a gente pensa, vê que esse obscuro permanente
é tudo aquilo de sonho que desde sempre a gente mente
achando que um dia vai ser crente,
de que tudo que é latente, dos outros ou da gente
não importa quanto vente ou qual se deixe
tudo vive e morre com a gente
27 de maio de 2015
ATÉ O QUE NÃO SEI, SEREI
Todos os livros que eu nunca li
Todos os filmes que nunca conseguirei ver
Todas as músicas que jamais eu ouviria
Todos os poetas que esqueci
Nenhuma dessas coisas serão
mais ritmo
mais magia
mais encanto
mais embalo
mais poema
Que você
Todas as coisas que eu já disse
todas as coisas que eu não disse
Tanto o tudo que calei
O que você quiser,
até o que eu nem sei
serei.
Todos os filmes que nunca conseguirei ver
Todas as músicas que jamais eu ouviria
Todos os poetas que esqueci
Nenhuma dessas coisas serão
mais ritmo
mais magia
mais encanto
mais embalo
mais poema
Que você
Todas as coisas que eu já disse
todas as coisas que eu não disse
Tanto o tudo que calei
O que você quiser,
até o que eu nem sei
serei.
...
quero que tua barba
roce sempre meu reinado
quero tua mata
invadindo meu cercado
todo dia
quero
ser seu suporte,
sua manta,
sua teia
e seu mercado
roce sempre meu reinado
quero tua mata
invadindo meu cercado
todo dia
quero
ser seu suporte,
sua manta,
sua teia
e seu mercado
PARÓDIA SEM CUIDADO
ver teu amor
da até vontade
de de poder comer você
que tua barba
ro ce sempre meu reinado
se o dia não ta bom
vo u tentar ignorar todo o resto, porque
ce u é ouvir a tua voz que só eu tenho
qui nta feira é dia de
ser sua também
da até vontade
de de poder comer você
que tua barba
ro ce sempre meu reinado
se o dia não ta bom
vo u tentar ignorar todo o resto, porque
ce u é ouvir a tua voz que só eu tenho
qui nta feira é dia de
ser sua também
SAUDADE NÃO TEM TÍTULO
que saudade é essa
que me con(não)some
tem teu nome
essa fome
tem tua barba
com teus olhos samurai
tem teu sangue
isso que em mim não cabe
nem aqui, nem em marte
e tem gente que acredita
que saudade é meio arte
mas só quem sente
sabe o que saudade
é de verdade
que me con(não)some
tem teu nome
essa fome
tem tua barba
com teus olhos samurai
tem teu sangue
isso que em mim não cabe
nem aqui, nem em marte
e tem gente que acredita
que saudade é meio arte
mas só quem sente
sabe o que saudade
é de verdade
24 de outubro de 2013
ALERTA
Você me vence
nos (meus) seus espaços
(espamos)
Você me alerta
nos teus acessos
Você me inquieta
nas tuas ausências
nos (meus) seus espaços
(espamos)
Você me alerta
nos teus acessos
Você me inquieta
nas tuas ausências
AVISEI
Eu sempre avisei pra você
que nada mais era que um verme
Você preferiu disfarçar
e pra você mesma mentir
Agora vem me dizer
Da sua decepção
Já disse não quero te ouvir
Já disse não tenho mais nada
Tudo que eu tinha servi
Você me desmancha a honra
Você me chama de coisas
que você sempre pode saber
Em momento algum prometi
mudar pra você me entender
na verdade desisti faz tempo
Sorrindo desobedeci
Sempre foi assim
Eu nunca fingi
Sempre achei o contrário
melhor
Não venha agora dizer
que você sabe tudo que é certo
É só olhar suas verdades
para eu saber
o meu caminho eu que faço
Você tentou controlar
você tentou limitar
Agora que esgotou
não dá certo
Eu nunca neguei pra você
que eu tenho tudo de ruim
Eu não quero mais te ouvir
Você só fala besteira
Seu moralismo me enoja
Sua hipocrisia me cansa
Eu nunca me canso em dizer
Eu nunca pedi pra você
depositar em mim confiança
Você sempre soube o que eu
era
que nada mais era que um verme
Você preferiu disfarçar
e pra você mesma mentir
Agora vem me dizer
Da sua decepção
Já disse não quero te ouvir
Já disse não tenho mais nada
Tudo que eu tinha servi
Você me desmancha a honra
Você me chama de coisas
que você sempre pode saber
Em momento algum prometi
mudar pra você me entender
na verdade desisti faz tempo
Sorrindo desobedeci
Sempre foi assim
Eu nunca fingi
Sempre achei o contrário
melhor
Não venha agora dizer
que você sabe tudo que é certo
É só olhar suas verdades
para eu saber
o meu caminho eu que faço
Você tentou controlar
você tentou limitar
Agora que esgotou
não dá certo
Eu nunca neguei pra você
que eu tenho tudo de ruim
Eu não quero mais te ouvir
Você só fala besteira
Seu moralismo me enoja
Sua hipocrisia me cansa
Eu nunca me canso em dizer
Eu nunca pedi pra você
depositar em mim confiança
Você sempre soube o que eu
era
DIRÁ A LEITURA
Se quero tua alma
e em pedaços
se sou psicopata
ou mocinha
Depende do verso
se quero teu sangue
ou teu sexo
dúvida cruel
Só dirá a leitura
Que quer seu neurônio
da minha poesia
Se quero martelar
Ou cagar teu pensamento
Depende do verso
Se quer saber minha moral
E meu nexo
Entortar meu sabor
E esquecer todo o resto
Só dirá a loucura
Da palavra que esboço
Se sou salvação ou
Apocalipse
Desconheço
Sou só o que procura
Se sou suja ou pura
Se te invejo ou te quero
Se sou fama ou paixão
Eu sou só seu espelho
Se sou fogo ou sou fátuo
Se me ato ao desfecho
Se me fecho ou me mostro
Não me arranque o contexto
Me mantenha o cenário
Não mude o verso do poema
Que ás vezes tu apaixona
Ou odeia
Porque nunca se sabe
Que ópio eu servi
Do covil que arranhei
As palavras pro teu coração
Ás vezes se machuca
Ás vezes acarinha
Mas tudo isso
Dirá a leitura
e em pedaços
se sou psicopata
ou mocinha
Depende do verso
se quero teu sangue
ou teu sexo
dúvida cruel
Só dirá a leitura
Que quer seu neurônio
da minha poesia
Se quero martelar
Ou cagar teu pensamento
Depende do verso
Se quer saber minha moral
E meu nexo
Entortar meu sabor
E esquecer todo o resto
Só dirá a loucura
Da palavra que esboço
Se sou salvação ou
Apocalipse
Desconheço
Sou só o que procura
Se sou suja ou pura
Se te invejo ou te quero
Se sou fama ou paixão
Eu sou só seu espelho
Se sou fogo ou sou fátuo
Se me ato ao desfecho
Se me fecho ou me mostro
Não me arranque o contexto
Me mantenha o cenário
Não mude o verso do poema
Que ás vezes tu apaixona
Ou odeia
Porque nunca se sabe
Que ópio eu servi
Do covil que arranhei
As palavras pro teu coração
Ás vezes se machuca
Ás vezes acarinha
Mas tudo isso
Dirá a leitura
DISSO
Você disse
coragem
e eu me escondi
Você dise
segredo
e eu revelei
Você disse
farelo
e eu me fartei
Você disse
poema
e dali fiz história
Você disse
verão/estação
fingi infinito
Você disse
horizonte
que achei direção
Você disse
futuro
e eu achei sugestão
(você ali
dizendo quem sabe/talvez
e eu lendo certeza)
Você disse
paixão
mas eu te amei
coragem
e eu me escondi
Você dise
segredo
e eu revelei
Você disse
farelo
e eu me fartei
Você disse
poema
e dali fiz história
Você disse
verão/estação
fingi infinito
Você disse
horizonte
que achei direção
Você disse
futuro
e eu achei sugestão
(você ali
dizendo quem sabe/talvez
e eu lendo certeza)
Você disse
paixão
mas eu te amei
QUERO
Quero
com tua morte
Encenar meu ruído
Quero
com teu som
Explodir o meu claustro
Quero
sem careta
envolver o teu céu
Quero
sem condição
ser teu rock'n roll
Quero
com risco e com dor
se preciso for
Quero
arriscar teu azar
e medir o teu custo
Quero
Esquecer teus desgastes
enganos e dores
e conquistar teus rompantes
Quero
farfalhar teus farelos
me embrenhar na sujeira
Quero
incorporar tuas quimeras
e romper nas partituras
Quero
perder o sentido
o significado, o ganido
ganhando os caminhos e estouros
Quero
estragar o teu piso
e pousar no teu ombro
Quero
pesar teu neurônio
embaralhar teu critério
Quero
Fazer doremi na tua fala
e confundir tuas notas
Quero
saber do que falta
pra ter tua coragem
de me levar proutra passagem
Quero
teu rito ou teu pranto
desde que puro, injetar pra
depois
Quero
na tua ausência
te ter no meu sangue
pra não disritmar
Quero
na tua partida já estar de saída
pro que der e vier
Quero
nem dar e nem vir
só como desculpa
pra devorar sem sentir
com tua morte
Encenar meu ruído
Quero
com teu som
Explodir o meu claustro
Quero
sem careta
envolver o teu céu
Quero
sem condição
ser teu rock'n roll
Quero
com risco e com dor
se preciso for
Quero
arriscar teu azar
e medir o teu custo
Quero
Esquecer teus desgastes
enganos e dores
e conquistar teus rompantes
Quero
farfalhar teus farelos
me embrenhar na sujeira
Quero
incorporar tuas quimeras
e romper nas partituras
Quero
perder o sentido
o significado, o ganido
ganhando os caminhos e estouros
Quero
estragar o teu piso
e pousar no teu ombro
Quero
pesar teu neurônio
embaralhar teu critério
Quero
Fazer doremi na tua fala
e confundir tuas notas
Quero
saber do que falta
pra ter tua coragem
de me levar proutra passagem
Quero
teu rito ou teu pranto
desde que puro, injetar pra
depois
Quero
na tua ausência
te ter no meu sangue
pra não disritmar
Quero
na tua partida já estar de saída
pro que der e vier
Quero
nem dar e nem vir
só como desculpa
pra devorar sem sentir
10 de agosto de 2013
HAVERÁ AINDA O DIA
![]() |
| fonte: á procura; você sabe? |
Incitando dias mortos
nos vivos que virão
Incitando vidas tortas
nos sorrisos que trarão
Colorindo nossos verdes
com flores velhas do verão.
Maldizendo novas formas,
tudo isso é em vão.
Surgirão em cerebelos,
fontes novas de razão
Sendo lares, sendo presos,
sendo bares, sendo pares.
Chegará um dia bom.
De olho em olho
De mão em mão
Haverá ainda o dia
Incitando poesia
haverá ainda um dia
Onde até o cego que não via
brilhará nova visão
Haverá ainda o dia
incitando poesia
onde o morto que vivia
vai tentar a contramão
TÓRPIDA
Carne aguda que me gruda.
Loucura cega que me segue
Veneno sóbrio que me vem
Desejo impróprio que me chama
Faculdade mental que me falta.
Se mil montanhas eu corresse
inda assim, faltaria-me
preenchimento certo
desta ausência que me chaga.
Quero todos, tudo.
Egocêntrica, sonho.
Infeliz, assumo:
mais quero, do que posso.
Não me controlo, ou meço: sumo.
Mais quero, do que posso.
PRECISO(S)
![]() |
| fonte: Germinal Rouax |
como naquela época
eu me doô,
me dôo;
me curo.
Querendo comer o mundo,
transbordo cega,
nesse caos de líquidos
Minha borda crua inundo
de sabores hediondos
Crime, impulso, humano;
me sujo, de instinto
Da dor abrupta, me salvo,
do vazio inevitável.
Carnes, plásticos, pêndulos, mais;
nada me detêm.
O vermelho me drena
como de quem corre
escala, cavalga.
O movimento me pede
Se ajoelha sobre meu cerne
e me implora
Ele me pulsa,
me joga, me suga
me atira.
O veneno me atrai
me segue
me vence.
Em uma unidade de tempo
que não cabe nos meus espaços
Diminuo e cresço,
subo e desço
Incho, murcho.
Inferno, céu.
Preciso.
Movimentos.
Precisos.
SÊ
Sê, tu mesmo
teus próprios olhos
Pois, do contrário, te enganas
e ficas cego, sem perceber
Sê, tu mesmo,
tuas próprias pernas.
Andando c'as de outrem
podes parar e crer prosseguir
Sê, tu mesmo, teu coração.
Se deixas bater outro em teu peito
Perdes o alimento
do que te mantém
Sê, tu mesmo, tua voz
Se confias na fala vizinha
Falas o que não falaste
Entendes o que não entendes
POEMA SEM TÍTULO
(...) Pessoas que despertam
coisas urgentes em nós.
Urgências tão famintas
que se perdem
no minuto da presença
(...)
coisas urgentes em nós.
Urgências tão famintas
que se perdem
no minuto da presença
(...)
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